quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Lustrosa, a Cantora Misteriosa

Enfim, estreou!!
Foi no último dia 10, no Colégio Salesiano em Campos que nasceu a nova montagem da Cia. Teatro Livro Aberto. Lustrosa Misteriosa é um musical cheio de aventura, suspense e muita diversão!
"Lustrosa é uma madame rica, mandona e muito arrogante. Em sua casa, tudo tem que ser muito orquestrado e do jeito que ela quer. Seu atrapalhado mordomo Carusinho se dobra e desdobra para satisfazer os desejos da famosa madame virando copeiro, cozinheiro e obedece sem pensar. Na casa também tem um gato letrado, que é meio acoelhado, uma orquestra, um teclado e um piano de cauda. Todos muito obedientes fazem tudo para agradar a prima dona do Teatro Municipal. Tudo tem que estar em perfeita ordem para os ensaios de Lustrosa. Senão... Mas seu temido segredo é revelado e um crime inesperado muda todo o rumo da história. Quem será o principal suspeito? O que será que vai acontecer?"
E pelos olhares curiosos e as deliciosas gargalhadas da platéia recheada de pequeninos, Lustrosa Misteriosa agradou em cheio e foi um sucesso.








Agora é pé na estrada e levar adiante o mistério de Madame Lustrosa pra todo lado, pra todos os olhares ansiosos por arte e diversão!!!
Agradeço a Daniela Cretton, coordenadora do Colégio Salesiano, que proporcionou nossa ida a Campos e a Angélica Caldas pelas fotos e carinho.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Atuando ontem, hoje e sempre...

A Companhia Teatro Livro Aberto apresenta... quem já pisou e ainda pisa nesse palco de magia levando a poesia de Sylvia Orthof até vocês. 
Sylvia Orthof em ensaio com Fernando Vianna, Eliéser e Brother

Fernando Vianna
Marise Manhães e Marco Aureh
Dagmar Camargo
Fabio Branco
Myriam Born
Rosa Muller
Simone Gonçalves
Alexandre Francisco
Bernardo Passos
José Loreto
Guto Menezes
Giuliano Gaspar
Ivan Mendes
William Esteves
Laell Rocha
Victória Macedo
Luciane Fortunatto
Marcio Negócio
Renata Garcia
Cristiane Carvalho
Felipe Cardoso

Renato de Resende
Yuri Garrido
Vania Moreira
Rainer Cadete
Romulo Galvão
Alexandre
Fred Justen
 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Fernando Vianna, o diretor.




Fernando Vianna fundou com Sylvia Orthof em 1989 a Cia. Teatro Livro Aberto na cidade de Petrópolis, onde a escritora viveu os últimos anos de sua vida. Dividiu com ela os palcos pelo Brasil e exterior interpretando seus textos com o talento que aflorou desde muito cedo quando iniciou seus estudos em artes cênicas em 1982 com Ricardo Kozoswick e Caca Mourtè no teatro Divina, Jardim Botânico, Rio de Janeiro e no Tablado com Maria Clara Machado.
Passou pelo Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul, Brasília, Mato Grosso... com os espetáculos Cavalo Transparente, Ervilina e o Princês, A Folia dos Três Bois, Ponto de Tecer Poesia, Se as Coisas Fossem Mães e A Viagem de Um Barquinho.
Quando a o Livro Aberto completou 10 anos fez uma temporada de 2 meses pela Alemanha com a peça Ponto de Tecer Poesia.
Depois da morte de Sylvia Orthof, Fernando Vianna assumiu a direção da Companhia, fazendo montagens primorosas sempre respeitando a essência dos textos e propostas da escritora.
Em 2008 recebeu os prêmios de melhor espetáculo, melhor direção e melhor ator no FNTDC com a peça Se as Coisas Fossem Mães.
Hoje Fernando está em cartaz com Zé Vagão da Roda Fina e sua Mãe Leopoldina sob a direção de Fred Justen.

 





Alguns trabalhos de Fernando Vianna fora do Livro Aberto:


- “Woizek” de Georg Büchner. Direção de Ricardo Kososviki - Teatro Tablado - Rio.
                     
- “Cabaré Valentin” de Karl Valentin. Direção Henri Pagnotchelli - Teatro Monte Líbano
                  
- “História de Lenços e Ventos” de Illo  Klurg. Direção Kaique Botikay – Teatro Afonso Arinos.

- “A Rainha Alérgica de Teresa Flota”. Direção Henri Pagnochelli - Teatro Gláucio Gil – Rio

- "Navalha na Carne", de Plínio Marcos. Direção de Paulo Marcos de Carvalho – FITA (Festival Internacional de Teatro de Angra) entre outros.

- "Teatro a Bordo", texto e direção Bia Napolitane - Museu Imperial de Petrópolis.

- “Beata Maria do Egito” de Raquel de Queiroz - Direção de Antonio Flavio – vários.

Cinema – Curta- metragem “QUEM DISSE QUE SER MÃE É BRINCADEIRA” para a TV Cultura 2005, dirigido por Duda Vaismann. 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A Obra de Sylvia Orthof


Entrar numa história de Sylvia Orthof é encher os olhos de susto, mas não um susto de tremer perna ou bater queixo. O susto que as histórias de Sylvia dão na gente é carregado de perplexidade, arregalam a gente por dentro, dão largura no pensamento.
Ganhadora do Prêmio Jabuti, por A Vaca Mimosa e a Mosca Zenilda (1997), Sylvia quebrou tudo quanto é estereótipo na literatura infantil brasileira, com o seu texto desobediente, esmerado, abusado, feito de riso, provocação e arrepio. Afinal, a criatividade dela jamais coube em rótulos. Como ela mesma já disse, as histórias clássicas da literatura infantil sempre tiveram um ponto de vista muito machista. “Ninguém pergunta à Cinderela se ela quer casar com o príncipe. Cinderela casa com o príncipe porque ele tem dinheiro e poder. Ela se prostitui”, disse a autora. Mas, ao mesmo tempo, a autora defendia a leitura dos contos tradicionais, desde que houvesse uma reflexão. “Se Chapeuzinho Vermelho tem tanta força até hoje, é porque tem o seu valor. Só precisamos tomar cuidado para não apresentarmos essas histórias com uma mensagem moralista. Vamos discutir um pouco. Por que não podemos sair do caminho e procurar um atalho na vida? Será que em todo lugar há um lobo? E será que devemos ter tanto medo dos lobos?”, questionava.
Além de questionar velhos conceitos, Sylvia Orthof sempre vivia do modo como escrevia: espalhando encantamento por onde passava. Autora de um dos maiores clássicos da literatura infantil brasileira, Uxa, Ora Fada, Ora Bruxa (1985), que mostra, com estilo único, os dois lados de todos nós, Sylvia era apaixonada por jardins e flores. Aliás, a sua favorita era a Maria sem Vergonha. “Gosto muito dessa flor. Lá em casa, temos uma escada, no jardim. E as flores não quiseram nascer no canteiro. Não foram exatamente as marias, mas também são sem vergonha. Elas nasceram por entre as pedras do muro. Sempre assim. Nascem nos lugares mais impossíveis. Aí um rapaz queria cortá-las das pedras, mas eu reagi: - Não faça isso. Elas lutaram tanto por esse lugar”, disse Sylvia, numa entrevista. E acrescentou: “O jardim é uma coisa que precisa de atenção, como os livros. Mas não gosto daqueles jardins muito cuidados. Podados demais. As plantas, como as histórias, têm direito de espreguiçar onde quiserem”. E as histórias da Sylvia continuam espreguiçando, ou melhor, continuam despertando leitores de toda idade. 

(Quase) Tudo de Sylvia!! - Obras

Agir
- Vovó Viaja e Não Sai de Casa – 1994

Ática
- Tumebune, o Vaga-lume – 1995
- A Vaca Mimosa e a Mosca Zenilda – 1997
- Fada Cisco Quase Nada – 1997
- Avoada, a Sereia Voadora – 1997
- Pomba Colomba – 1998
- Maria Vai com as Outras – 1998
- A Limpeza de Teresa – 1998
- A Fraca Fracola Madame D’Angola – 1998
- As Visitas de Dona Zefa – 1998
- João Feijão – 1999

Atual
- A Poesia é uma Pulga – 1991
- Livro Aberto – 1996
- Quem Roubou Meu Futuro? – 2004
- Guardachuvando Doideiras – 2005

Braga
- Tem Minhoca no Caminho – 1995
- Canarinho, Cachorrão e a Tijela de Ração – 1996
- Mas que Bicho Lagarticho – 1996
- História Enroscada – 1997
- História Vira-lata – 1997
- História Avacalhada– 1997
- História Engatada – 1997

Ediouro
- Que Raio de História – 1994
- Mais-que-perfeita Adolescente – 1994
- Manual de Boas Maneiras das Fadas – 1995
- Fada Fofa em Paris – 1995
- Adolescente Poesia – 1996
- O Livro Que Ninguém Vai ler – 1997
- Fada Fofa e os Sete Anjinhos – 1997
- Fada Fofa e a Onça Fada – 1998

Ftd
- Uma Velha e Três Chapéus – 1986
- Jogando Conversa Fora – 1986
- A Gema do Ovo da Ema – 1988
- Ave Alegria! – 1989
- São Francisco Bem Te Vi – 1993
- Meus Vários Quinze Anos – 1995
- Tem Cachorro no Salame – 1996
- Tem Cavalo no Chilique – 1996
- Tem Graças no Botticelli – 1996
- O Cavalo Transparente – 1998
- O Sapato que Miava – 1998
- A Fada Sempre-viva e a Galinha-fada – 2000Formato
- Foi o Ovo? Uma Ova! – 1990
- Galo Galo Não Me Calo – 1992
- Ovos Nevados – 1997

Global
- Histórias Curtas e Birutas – 1997
- Ciranda de Anel e Céu – 1997
- A Décima Terceira Mordida – 1997
- Rei Preto de Ouro Preto – 2003
- Rabiscos e Rabanetes – 2005
- Um Pipi Choveu Aqui – 2005


- A Velhota Cambalhota – 1985
- Bóia Bóia Lambisgóia – 1995

Ao Livro Técnico
- Dona Noite Doidona – 1991
- Pé de Pato – 1991
- Dumonzito – 1991

Moderna
- A Viagem de um Barquinho – 2002

Nova Fronteira
- No Fundo do Fundo-fundo, Lá Vai o Tatu Raimundo – 1984
- Se as Coisas Fossem Mães – 1984
- Uxa, Ora Fada, Ora Bruxa – 1985
- Se a Memória Não Me Falha – 1987
- Nana Pestana – 1987
- Luana Adolescente, Lua Crescente – 1989
- Zoiúdo, o Monstrinho que Bebia Colírio – 1990
- Chora Não! – 1991
- Zé Vagão da Roda Fina e Sua Mãe Leopoldina – 1997
- Currupaco Coisa e Tal, Quero Ir para Portugal – 2002
- A Bruxa Fofim – 2002

Objetiva
- Contos de Estimação: mudanças no galinheiro, mudam as coisas por inteiro – 2003,
- Eu Chovo, Tu Choves, Ele Chove... – 2003

Paulinas
- Papai Bach Família e Fraldas – 1997
- Tia Carlota Tricota – 1998
- Tia Libória Contando História – 1998
- Tia Januária é Veterinária – 1998
- Tia Anacleta e Sua Dieta – 1998
- Quincas Plim, Foi Assim – 1998
- Cadê a Peruca do Mozart? – 1998
- Bagunça Total na Cidade Imperial – 1998
- Moqueca, a Vaca – 1999
- Vovô Bastião Vai Comendo Feijão: pequenas orações para sorrir – 2000
- Dragonice Diz que Disse – 2004

Paulus
- Doce Doce Quem Comeu Regalou-se – 1987

Quinteto
- Duas Histórias de Pernafina – 1985
- Sou Miloquinha, a Duende – 1988
- Malaquias – 1995
- Cordel Adolescente, ó Xente! – 1998

Record
- Papos de Anjo – 1987
- As Casas Que Fugiram de Casa – 2002
- Pererê na Pororoca – 2002
- As Malandragens de um Urubu – 2002

Salamandra
- As Aventuras da Família Repinica em Busca do Tesouro - 1984
- Sonhando Santos Dumont – 1997
- Os Bichos Que Tive – 2004

Scipione
- O Inspetor Geral (adaptação) – 1997

SM Edições
- A Fada Lá de Pasárgada e Cabidelim, o Doce Monstrinho – 2004

Vertente
- Você Viu? Você Ouviu? – 2004